sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carta aberta à comunidade

O SINTE/SC vem à público agradecer o apoio recebido por parte da Sociedade Catarinense aos educadores em defesa de seus direitos em sua luta pela implantação do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.

Apesar da legitimidade da lei, o Governo LHS não reconheceu o direito dos(as) trabalhadores em Educação e apelou ao STF(Supremo Tribunal Federal) alegando sua inconstitucionalidade.

Mesmo julgada e declarada constitucional pelo Supremo, o atual governo não cumpriu a lei e levou a categoria à greve deflagrada no dia 18/05, pela implantação imediata do Piso na carreira.

A greve se estendeu até o dia 18/07 quando em Assembléia Estadual o Magistério votou pela sua suspensão, mesmo não tendo suas principais reivindicações atendidas.

A Sociedade Catarinense entendeu a importância do momento e apoiou nossa luta e nossas reivindicações, participando ativamente das discussões sobre a educação pública, a situação das escolas e a aplicação dos recursos do FUNDEB na educação.

O Piso Nacional do Magistério representa a valorização dos professores(as), que valorizados(as) terão mais tempo disponível, podendo então dedicar-se ao estudo, preparação das atividades escolares e ministrar suas aulas com qualidade e eficiência, mantendo assim seu compromisso maior com o aluno.

A educação é nosso trabalho e sabemos que é o melhor legado que podemos oferecer às nossas crianças e jovens para que se tornem cidadãos e cidadãs responsáveis, com reais perspectivas de crescimento pessoal, capazes de assumir seu papel e seu espaço na sociedade.

O SINTE/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Santa Catarina), sempre foi firme em sua defesa intransigente em favor de uma educação pública, universal e de qualidade para todos.

Esperamos que o Governo faça sua parte e responda, sinceramente, para a população de Santa Catarina, qual é o seu real compromisso com a Educação pública, gratuita e de qualidade.

Um comentário:

  1. Resta saber se aplicar o percentual de hora-atividade previsto ( 1/3?) para todos, incluindo séries iniciais, os valores de GRG continuarão a ser diferentes e sempre a mais para quem atua de 1a. a 5a. séries, com o argumento que cumpriam jornada integral na escola, enqto os de séries finais ( de 6a. a 9a.) recebiam quase a metade somente porque tinham hora-atividade ( 8 aulas em 40h) livres e 'não precisavam cumprir na escola'. Se todos vão ter a mesma cota de tempo para atividades de planejamento, pesquisa, elaboração de material de aulas, correções E ATENDIMENTO PARALELO aos alunos, alguns vão continuar ganhando mais GRC? Mesmo que se modifique os percentuais de 40% para 25% contra os de 25% para 17% ainda tem gente que vai levar vantagem, não? Sem a desculpa de que ficam nas salas de segunda à sexta, cobrindo aulas de Ed. Física e Artes quando faltam tais professores — o que não é sempre —, vão continuar tendo a compensação de GRC a mais do que os outros que têm muito mais turmas, alunos, conteúdos mais pesados e coisas a corrigir, diários a preencher, etc?Lembrando que a lei já obrigava o professor de sala a acompanhar as atividades de Ed. Física e Artes , o que nenhum fazia, aproveitando tais momentos para um 'tempo' fora da sala.
    Se todos terão a mesma cota de hora-atividade a GRC não pode mais ser esse descalabro de diferença entre séries iniciais e finais do Ensino Fundamental e Médio. Não?

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