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terça-feira, 31 de julho de 2012

Nota do SINTE a Imprensa, Magistério e Sociedade.


O SINTE/SC vem através dessa nota, tornar público a postura do Governo nas negociações com os trabalhadores da educação de Santa Catarina. Desde o início, com a suspensão da greve, o SINTE adotou uma posição de seriedade frente às mesas de negociações com o CONER, enquanto que o Estado usou da “enrolação” para ganhar tempo, distrair a categoria. Nesse meio tempo, O Grupo Gestor do Governo planejava e aprovava a Resolução 008/12, que dispõe sobre a contenção de despesas do Estado.

É claro que a educação não ficaria de fora destes cortes, inclusive sendo tratada como principal responsável pelos altos gastos do Governo, pois foram obrigados a fazer o reajuste do Piso Nacional, mas que reajuste? Se até agora o SINTE espera a proposta do Governo dos 22% para todos e na carreira do magistério. O Governo apresenta esta resolução em meio a contradições, anuncia investimentos bilionários em todo o Estado, ao mesmo tempo, corta os direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.

Os professores/as estão sendo tratadas com total desrespeito por parte desse Governo com relação ao corte das licenças-prêmio. Tomar essas medidas após licenças terem sido concedidas, chamar os ACTs, para depois voltar atrás, cancelando as licenças, e somente pela pressão da categoria conceder apenas 30 dias, é falta de consideração com esses profissionais. Da mesma forma é o tratamento dado ao efetivo. A posição do SINTE é pela retirada da resolução 008/12.

Queremos que o Governo cumpra com o que prometeu em relação a devolução dos descontos na folha de pagamento dos grevistas, e deposite imediatamente os valores devidos, pois já foi informado que a grande maioria dos professores repuseram todas as faltas.

Com relação à descompactação da tabela e o pagamento do reajuste do Piso Nacional para todos, o SINTE afirma que, continua esperando a proposta do Governo, que insiste em cancelar reuniões e não apresentar sua posição, para que os trabalhadores possam avaliar em assembleia e deliberar sobre a mesma.

Contatos:
Alvete Pasin Bedin – Coordenadora Estadual SINTE/SC
(49)9126-1380 (48)9177-3304
Janete Silva – Vice-Coordenadora Estadual do SINTE/SC
(48)9931-1960 (48)9178-9477
Anna Julia Rodrigues – Secretária Geral SINTE/SC
(48) 9178-7029

ASSESSORIA IMPRENSA SINTE – SC
9178-9026

segunda-feira, 23 de julho de 2012

SINTE questiona declarações do Secretário Deschamps publicadas no Blog de Moacir Pereira


É estranho para o SINTE/SC ler as afirmações do Secretário com relação a possíveis negociações da CNTE com o MEC, visando uma mudança de reajuste do Piso Nacional do Magistério, isso porque, a campanha nacional promovida pela CNTE "Só o INPC não Dá. Vote contra o PL 3776", está acontecendo, e também faz parte do nosso calendário de lutas. O SINTE ainda reafirma as declarações da Professora Marta Vanelli, que cita que participar de reuniões e negociações faz parte do trabalho sindical, não significando que a maior entidade representativa da educação no Brasil, aceite o retrocesso na Lei que o Governo esta querendo impor.

O Piso é direito adquirido do magistério, é a única maneira de valorização desses profissionais. E assim como a CNTE, o SINTE não vai admitir mudanças na Lei do Piso. É fato, e concordamos com a Marta, de que a dificuldade dos Governos em cumprir e pagar o piso nacional se dá em função da má gestão pública, da utilização dos recursos da educação para pagamento de muitas pessoas contratadas desnecessariamente, como grande número de SDRs, onde estão lotados muitos professores, número excessivo de gestores escolares, como é o caso dos assessores de direção em várias escolas.

Com relação às afirmações de que estão adiantadas as negociações entre Governo e SINTE, sobre a definição do projeto de Lei do novo Plano de Cargos e Salários dos professores, o SINTE afirma que até hoje, nenhuma proposta clara foi definida, nem mesmo apresentada nas mesas de negociações, não temos prazos de pagamento, nem valores, nem tão pouco percentuais concretos de reajuste. O que o sindicato não vai aceitar, é que o Governo apresente um “pacotaço” para a categoria, e o envie a Assembleia Legislativa como fez no ano passado, destruindo a carreira do magistério.

Se o Governo afirma que na quarta-feira trará uma proposta concreta ao SINTE, estamos esperando. Tais propostas serão levadas a nossa Assembleia Estadual, que vai acontecer no próximo dia 15 de agosto. Quem vai decidir é o magistério!

Contatos:
Alvete Pasin Bedin – Coordenadora Estadual SINTE/SC
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Conselho Deliberativo do SINTE vai decidir planos de luta para a categoria



Mais uma vez o Governo deixa o magistério na mão. Outra reunião é cancelada, demonstrando claramente o descaso do Estado com os trabalhadores da educação de Santa Catarina. Já estava agendada reunião com o Conselho Deliberativo do SINTE, para o dia 30 de junho, porém, a Diretoria Executiva decidiu suspender a reunião e esperar pelas propostas que deveriam ser entregues hoje, 04 de julho, pelo CONER, e seriam levadas para discussão com os líderes sindicais das regionais, de novo, o Governo não cumpriu sua palavra.

A diretoria executiva do SINTE entrou em contato com Décio Vargas, Coordenador do CONER, para cobrar uma posição, ele prometeu que amanhã estará encaminhando proposta para o SINTE, isso porque já está agendada a reunião do conselho deliberativo para o próximo dia 07 de julho, em Xanxerê. Será nesta reunião, que os sindicalistas de todo o Estado deverão estudar as propostas feitas pelo Governo e definir planos de luta para o magistério.

Ressaltamos que a categoria suspendeu a greve em maio de 2012, já que o Governo de forma autoritária afirmou que só negociava com o fim do movimento. O SINTE acreditou que com um prazo maior, o Estado poderia estudar e apresentar uma proposta clara e decente para o magistério, o que até hoje não aconteceu.

Até o momento, o CONER apresentou apenas tabelas provisórias, conforme publicadas na nossa Fan Page: http://www.facebook.com/unidospelaeducacao/app_182667455607 estas que desrespeitam os princípios do plano de carreira do magistério e não atendem as revindicações da categoria. Os prazos para o pagamento do piso também nunca são apresentados, sendo assim, o Governo não assume o compromisso feito com o grupo de negociações e com a categoria.

Com relação à reposição, os professores encaminharam os calendários para a SED, e estão repondo as aulas, mas mesmo assim o Governo está descontando as faltas de suas folhas de pagamento, e ninguém sabe quando esses valores serão devolvidos. O Governo ainda não sinalizou com nenhum documento oficial, a definição de uma data para a devolução dos descontos. O SINTE exige que seja definido um prazo para essas devoluções, a fim de garantir a reposição de todas as aulas.

Surgem ainda, na folha de pagamento dos servidores, descontos indevidos. Estes que pela ação do SINTE em questionar o Governo e exigir a tomada de providências, se transformaram em folha suplementar, que deveria corrigir tal problema, porém até o momento os valores descontados indevidamente não foram pagos. O Governo culpou o sistema pela falha.

É inadmissível que um Governo trate com tanto desrespeito uma categoria que só quer o que seu de direito, um salário digno, de acordo com a Lei do Piso Nacional, bem como, uma carreira, para que os profissionais que dedicam a vida pela educação tenham o mínimo de respaldo financeiro para sobreviver e sustentar suas famílias.

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Alvete Pasin Bedin – Coordenadora Estadual SINTE/SC
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mesa de Negociações dia 13 de junho de 2012


Quatro propostas de tabelas foram apresentadas pelo CONER ao SINTE, na mesa de negociações de ontem, dia 13. Em reunião entre a diretoria executiva do sindicato, após a mesa, a análise dessas tabelas foi negativa.

Nas tabelas, o restante do reajuste do piso, já que 8% já foram pagos em janeiro e maio desse ano, foram distribuídos aleatoriamente na carreira, concentrando os maiores índices de reajuste entre os profissionais com licenciatura plena e pós-graduação, não respeitando o princípio de igualdade entre a categoria. Dessa forma nem todos receberão os 22%. Décio Vargas declarou ainda, que não haverá nenhum incremento nos recursos para o pagamento, e que os valores se mantêm em cerca de 40 milhões por mês, para custear uma folha de mais de 65 mil servidores da educação pública estadual.

Os modelos de tabelas apresentam ainda, índices diferenciados de percentuais entre níveis e referências, prejudicando a progressão na carreira, e a mantendo achatada. O CONER também não apresentou nenhum prazo para o pagamento do reajuste do piso.

O SINTE mantém sua posição de aplicação do piso de 22,22% na carreira e de forma igualitária, com prazos definidos, e limite máximo de pagamento até o final de 2012. Os sindicalistas reafirmam ainda, que a discussão da tabela tem que andar junto à descompactação carreira do magistério, pois nos moldes apresentados a categoria não está sendo contemplada com melhorias durante seus anos de serviço.

A diretoria executiva do SINTE afirma ainda, que quer não somente o modelo de tabela aprovado pela categoria na assembleia de Lages seja usado pelo Governo, mas também que sejam respeitados os percentuais entre níveis e referências, bem como, as diretrizes da carreira.

A próxima reunião com o CONER deverá acontecer no dia 27 de junho, e o sindicato espera que nesse dia o Governo apresente propostas consistentes e palpáveis, bem como, os prazos para o pagamento, para que estas possam ser levadas para discussão com o Conselho Deliberativo, que deve se encontrar no dia 30 de junho, em Xanxerê.


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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Governo cancela mesa de negociações de amanhã


Segundo o CONER o cancelamento da reunião de amanhã, 05 de junho, se deve as previsões das tabelas, as quais não ficaram prontas para apresentação aos representantes do SINTE, que compõe a mesa de negociações.

São 5 modelos de tabelas do plano de carreira elaboradas pelo Governo, baseadas no modelo criado e aprovado pela categoria na assembleia de Lages. Essas tabelas passarão por repercussões financeiras com valores e percentuais de reajustes, em cima da folha de pagamento do magistério. Dessa forma, será possível avaliar em números concretos os ganhos ou perdas para a categoria, bem como, o impacto financeiro para os cofres públicos.

A reunião já pré-agendada para o dia 13 de junho está mantida, e de acordo com o Governo será nesta data que as tabelas serão apresentadas.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mesa de Negociações dia 30 de maio


Na tarde de ontem, aconteceu mais uma rodada de negociações entre SINTE e CONER na sede da Secretaria de Estado de Educação. A tabela do plano de carreira e seus percentuais de reajuste foram os temas principais da reunião. Décio Vargas, o negociador da SED, afirmou a elaboração de cinco modelos de tabelas, estas que foram encaminhadas para a Secretaria de Administração, para que se submetessem a uma previsão de valores, visto que, os modelos devem ser rodados como se fossem folhas de pagamento para que sejam analisados os valores reajustados e o impacto financeiro para o Estado.

O SINTE cobrou a apresentação de propostas concretas, sendo que essa era a previsão para esse encontro, porém, Décio afirmou que houve o atraso nas repercussões das tabelas, por conta da folha de pagamento, que utiliza o mesmo sistema, ele disse que para a próxima reunião, dia 05 de junho, deverá trazê-las.

Mesmo assim, algumas projeções foram apresentadas aos sindicalistas através do “datashow”, tabelas estas baseadas no modelo criado e aprovado pela categoria na Assembleia de Lages, no ano passado. A meta é a descompactação da carreira do magistério, oportunizando principalmente a progressão dos trabalhadores (as) com mais de 20 anos de serviço, estes, os mais prejudicados com o atual plano. Hoje a tabela vai do 1A ao 12G, para que haja a progressão após os 20 anos, ela deverá ser do 1A ao 6J. Desta maneira será revisto o enquadramento entre níveis e referências para quem está em final de carreira.

Com relação ao Piso Nacional exigido pela categoria, o sindicato mantém sua posição de que o mesmo seja pago a todos, quanto à falta de recurso por parte do Governo, conforme reafirmam em todas as mesas, os sindicalistas dizem que são problemas de gestão, porque recursos têm.

A questão da reposição de aulas também foi motivo de debate na reunião, isso porque, apesar do Governo liberar a elaboração dos calendários respeitando a autonomia das escolas, conforme solicitação do sindicato, ainda há o impasse com relação à continuidade dos descontos em folha. A posição do SINTE é de que sejam suspensos os descontos imediatamente, visto que, há a vontade dos professores em repor os dias/aulas parados. O que já foi descontado poderá ser pago posteriormente, mas continuar descontando com os trabalhadores repondo é absurdo, destacam os sindicalistas.

“Para que tenha um calendário que seja cumprido, tem que parar os descontos. A categoria se sente punida duas vezes, uma porque vai repor, aumentando sua jornada de trabalho e ainda será descontada, vai ter professores que vão se recusar a repor diante destes descontos”.

O SINTE orienta os trabalhadores (as), com relação à reposição, que cada escola deve observar seu calendário e contar as faltas somente dos dias de trabalho escolar efetivos entre os dias 23 de abril e 08 de maio, inclusive o dia 30 de abril, véspera do feriado, analisando se esse dia foi ou não de atividade na escola. A SED afirmou ainda, que até ontem não tinha recebido nem 50% dos calendários de reposição das escolas do Estado.

O SINTE também colocou em pauta na reunião duas denúncias de autoritarismo nas regionais de Itajaí e Joinville. Em Itajaí, a GERED, que afirma ter recebido parecer da Procuradoria Geral do Estado, está querendo obrigar os professores a cumprir a hora atividade (período de preparação de aulas, direito previsto no plano de carreira) nas escolas, inclusive com ameaça de exoneração dos diretores que não cumprirem tal ordem, sabendo que, a Lei 1139/92 do plano de carreira, estabelece que, se a escola não oferecer condições para o cumprimento da medida, o professor está desobrigado a realizar a hora atividade na escola.

Ao ser questionada sobre o assunto, a Diretora do Ensino Básico da SED, afirmou que a gerência deve se lembrar da fala do Secretário Deschamps na reunião de Canoinhas, e que não existe por parte do Governo nenhuma proposição quanto a isso, sendo desautorizada essa fala por parte das GEREDs que a utilizarem.

Já em Joinville foi colocado na reunião que está sendo cobrado dos trabalhadores o recreio monitorado, com punição e responsabilização dos professores por brigas, ou algo do tipo que possam acontecer na escola em tal período. O SINTE reafirma que o recreio é garantido aos professores como intervalo de descanso após horas corridas de trabalho e que essa prática nunca deveria ser utilizada nas escolas. Mais uma vez a SED afirmou que esse encaminhamento não partiu do Governo.

Ao final da mesa, ficou decido que para o dia 05 de junho, o CONER trará as projeções das tabelas do plano de carreira, e no dia 13 uma proposta final, esta que ainda poderá ser renegociada, já que o SINTE exigiu que a proposta seja analisada pela categoria em reunião com o Conselho Deliberativo, diferentemente do que aconteceu com a última, que foi repassada ao Sindicato menos de 24 horas antes da Assembleia Estadual do dia 17 de abril, não oferecendo tempo hábil para análise da mesma.