São professores agredidos verbalmente e fisicamente, como aconteceu na
EEB Dante Mosconi, no mês passado, quando o professor Paulo Roberto Gonçalves
foi atingido e ferido por uma barra de ferro, ao tentar separar a briga entre
alunos e um grupo de ex-alunos que invadiram a escola. Ainda há casos de
professores ameaçados com armas de fogo. Segundo relato da Coordenadora do SINTE
Caçador e especialista na escola Dante Mosconi, Ilone Moriggi, a situação não é
uma novidade.
De acordo com ela, são constantes os atos de violência e vandalismo em
várias escolas da região, o que vem causando pânico entre os trabalhadores em
educação, alunos e pais, estes que inclusive, fizeram um abaixo assinado,
pedindo para que o Governo instale câmeras de segurança e contrate um vigia.
“Pedimos segurança nas escolas devido à invasão de ex-alunos que não respeitam
a direção nem os professores. Não é a primeira vez que vândalos entram na
escola para roubar, colocam fogo nos corredores e assustam as crianças com atos
agressivos”.
Segundo Ilone a escola enviou pedido oficial ao Governo, junto com o
abaixo assinado dos pais, porém a resposta foi negativa. No Ofício Circular
nº114/12, o Governo afirma que conhece a situação crítica da segurança nas
escolas, mas que encontram sérias dificuldades em atender as inúmeras
solicitações dessa natureza, pois possuem limitações financeiras. “Esclarecemos
que diante dessas limitações e da necessidade de conter as despesas, a SED
reduziu os valores dos contratos de prestação de serviços de vigilância, o que
ocasionou a diminuição do número de postos e pontos de vigilância”. (Conteúdo
do Ofício)
Para o SINTE/SC é inadmissível que o Governo não atenda esses casos com a
seriedade a qual merecem, pois todos os dias profissionais, crianças e
adolescentes correm perigo ao frequentarem a escola, é uma questão urgente. É
responsabilidade do Governo, proteger os trabalhadores e alunos que estão
dentro da instituição pública. A vida do ser humano não pode entrar no “corte
de despesas”.
Ilone afirma se sentir
abandonada pelo Estado, diz ter medo por seus alunos. “Nunca ninguém sabe o que
pode acontecer. Na saída um pede para o outro que vá olhar lá fora para ver se
não há ninguém a espreita. O medo se espalhou pela escola”.
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