Mostrando postagens com marcador precariedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador precariedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

FIESC quer criar escola "modelo" que sirva de referência para a educação pública


Em matéria publicada no Diário Catarinense, 17 de julho, no Informe Econômico, página 15, a má qualidade do ensino fundamental é mencionada pelo pesquisador da USP José Pastore em palestra promovida pela FIESC, como sendo o principal problema para a formação de mão de obra para o mercado de trabalho, influenciando diretamente no crescimento econômico brasileiro.

Respeitando a opinião do pesquisador, o SINTE/SC afirma que a melhoria na qualidade do ensino fundamental é luta histórica do sindicato e de todos os trabalhadores em educação. Mas não apenas com a visão do mercado, e sim pensando em formar cidadãos conscientes, críticos, com opiniões e que saibam qual seu papel na sociedade. A educação não pode ser vista somente como parte de uma sociedade capitalista e de consumo.

Sabe-se que em Santa Catarina pelo menos 1% da população é analfabeta ou analfabeta funcional, diante disso, hoje em dia, o empresariado comprometido percebe o despreparo dos profissionais que tiveram pouco estudo, ou que o mesmo foi deficiente em suas indústrias e empresas.

Contudo, o problema não pode ser considerado, ou até nem mesmo resolvido, como cita a matéria, dependendo somente de escolas e professores comprometidos, mas sim de investimentos na educação, estes que partem dos Governos.

O SINTE já vem denunciando a precariedade da educação, apontando os problemas com as escolas sucateadas, os baixos salários, ausência de profissionais em muitas escolas, a violência escolar (assédio moral) e principalmente a falta de gestão pública. Pensando em todas essas questões, que influenciam diretamente na qualidade da educação básica, a categoria entrou em greve, suspendeu a mesma e tenta negociar, porém, até hoje, o Governo não se dispõe a debater, nem tão pouco procurar soluções para aplicar as devidas melhorias na educação. Lutamos pela:
- Gestão Democrática nas escolas
- Valorização e formação dos profissionais da educação
- Mais financiamento para a educação
- Melhores condições nas escolas: infraestrutura, material didático, etc
- Melhores salários para o magistério, principalmente o pagamento do Piso Nacional.

Ainda assim, precisamos ler que, o segmento do empresariado, da indústria Catarinense, a FIESC, não satisfeita com a baixa escolaridade de seus trabalhadores, quer criar uma escola modelo de ensino fundamental para Florianópolis, esta que deverá servir de referência para as instituições públicas do Estado. Para o SINTE não é a FIESC que deve criar escolas, essa é uma obrigação constitucional dos governos Estaduais e Municipais.

Diante das afirmações da FIESC, o Governo do Estado deveria também se manifestar, pois o silêncio acaba referendando que segmentos corporativos queiram fazer da educação pública, um modelo o qual nunca deve ser seguido nem respeitado.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Atenção Magistério Catarinense!!!

Se a sua escola está em péssimas condições, com problemas como:
- Infiltração
- Goteiras
- Fiação elétrica aparente e comprometida
- Banheiros quebrados
- Telhado quebrado ou com falta de telhas
- Rachaduras nas paredes
- Piso com rachaduras, quebrados ou soltos
- Salas e banheiros interditados
- Alagamento nas dependências da escola quando chove
- Ginásio ou quadra de esportes sem qualquer infraestrutura, ou a inexistência dos mesmos
- Portões, portas ou vidros quebrados
- Falta de material esportivo ou didático
- Falta de recursos para a manutenção mínima das escolas, etc...
Se a saúde e a integridade física dos trabalhadores e alunos está em risco na sua escola, denuncie!

Faça fotos, vídeos e um relatório da situação da sua escola e envie para o SINTE/SC. Estaremos publicando em nosso Blog e Redes Sociais o descaso do Estado com as escolas, mostrando a verdadeira realidade da educação para que todos possam ver.

Você pode enviar o material para: imprensa@sinte-sc.org.br ou sinte-sc@sinte-sc. org.br

A Educação quer mais! Venha fazer parte dessa história!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SINTE e Comissão de Educação da Assembleia Legislativa visitam escolas em Chapecó


Precariedade e abandono são comuns nas escolas do Estado

A Coordenadora Estadual do SINTE SC, Alvete Bedin e o Coordenador do SINTE Regional de Chapecó Cleber Ceccon, junto a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, liderada pela Deputada Luciana Carminatti e a Gerente de Educação Ana Vedana, visitaram duas escolas em estado precário na cidade de Chapecó, são elas o EEB Lara Ribas e EEB São Francisco.

Na Escola Lara Ribas a situação é de descaso, isso porque, as obras de ampliação e reforma que iniciaram em janeiro desse ano, e tinha prazo para finalização até dezembro de 2012, está há dois meses abandonada. A direção da escola afirma desconhecer o motivo da obra estar parada, mas, informações sem fontes precisas, declaram que o abandono da obra se deve a falta de pagamento do Governo a empreiteira responsável pela mesma. Então, é certo afirmar que o prazo de conclusão e entrega da escola, reformada, para os alunos e professores não será cumprido.

De acordo com Alvete, a escola sofre com infiltrações, goteiras, rachaduras, graves problemas na rede elétrica, além do perigo eminente de desmoronamento de uma sala de aula, visto que, no início das obras a região foi escavada, porém, não houve continuidade nos trabalhos. Frente aos fatos, os alunos correm risco de vida no exercício do seu direito a educação. Sem falar nos professores que não possuem condições mínimas de trabalho.

Cleber destaca ainda, a necessária da construção de uma cobertura que vá da lateral da escola, até a quadra de esportes, porque cada vez que chove, os alunos tomam um banho para poder chegar a aula de educação física.

Já na Escola São Francisco, as reformas que deveriam dar outra cara ao educandário se transformaram num problema. Segundo a direção, assim como antes das obras, as infiltrações, goteiras e a falta de espaço físico continuam atrapalhando o bom andamento dos trabalhos no local. Sendo assim, o questionamento parte da falta de qualidade dos materiais e nos serviços utilizados nestas obras. Para os representantes do SINTE esses materiais são de 3ª linha e não contemplam as necessidades da escola, devendo assim, serem revistas às licitações e as empresas contratadas para tais serviços.

Outra grave situação vista em muitas escolas de Chapecó é a falta de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, a maioria das escolas visitadas não possui rampa de acesso, e as que possuem, estão muito mal feitas e trazem riscos para quem necessita utiliza-las.

O SINTE reafirma que esses tipos de situações apontadas nas escolas citadas, infelizmente são comuns em todo o estado, e destaca a luta do sindicato por melhores condições de trabalho para a categoria, bem como, uma educação de qualidade para os alunos. Pois escolas com alto grau de precariedade não oferecem condições mínimas de convivência, trabalho e estudos.

O SINTE exige que o Governo assuma o compromisso de atender as necessidades das escolas em Santa Catarina, e que garanta ainda, a liberação de verbas para a continuidade das construções e reformas que estão paralisadas em algumas escolas.

O SINTE SC pede para que todas as regionais façam o mapeamento das escolas com problemas, com informações precisas sobre cada situação, e que nos envie também as fotos, dessa maneira o sindicato vai publica-las e divulga-las, para que toda a sociedade possa saber a verdade da educação no Estado.

ASSESSORIA IMPRENSA SINTE – SC
9178-9026

Fotos: Solon Soares - Assembleia Legislativa