sexta-feira, 3 de junho de 2011

Greve dos professores em SC

PROFESSOR A 20 ANOS ESTE HOMEM SE DIZ CANSADO DAS HUMILHAÇÕES SENDO QUE ESSA FOI A GOTA D'ÁGUA. RESOLVEU QUEIMAR SEU DIPLOMA ORIGINAL.

QUE TAL GOVERNADOR?

ENQUANTO QUEIMAVA ELE LAMENTAVA EM TOM DE DESABAFO, QUASE CHORANDO PELO TEMPO PERDIDO, ELE PEDIU DESCULPAS A SUA FAMÍLIA ENQUANTO QUEIMAVA. "ISSO AQUI ME DÓI".

NENHUM POLÍTICO ELEITO DE FRAIBURGO ESTÁ APOIANDO O MOVIMENTO. CADÊ O PREFEITO? VICE? OU UM VEREADOR QUE SEJA? PREFEREM FICAR CALADINHOS NO QUENTINHO DE SUAS CASAS.

RECLAMAM OS PROFESSORES: "ANO QUE VEM TÊM ELEIÇÕES" DIZEM ELES.

SERÁ QUE NADA COMOVERÁ O GOVERNADOR?
O ENTERRO SIMBÓLICO DA EDUCAÇÃO EM FRAIBURGO

A REVOLTA CONTRA O GOVERNADOR ERA GRANDE. A FOTO DENUNCIA O QUE FALO.
PROFESSOR, NA RUA, GOVERNO A CULPA É SUA!

AO FINAL QUEIMARAM AS CÓPIAS DOS SEUS RESPECTIVOS DIPLOMAS, POIS PELO QUE PERCEBEM, NÃO VALEM MAIS NADA.

Piso: Governo de SC apostou no esvaziamento do debate

Colega professor(a),

A Lei nº 11.738/08, que institui o piso nacional salarial dos profissionais do magistério da educação básica é, com certeza, a maior conquista da educação brasileira. Com ele, conquistamos um piso inicial de carreira, adequação aos planos de carreira e remuneração, valorização do magistério e limite em atividades docentes com carga horária de, no máximo, 2/3 em sala de aula. Portanto, uma luta histórica que resultou na conquista de uma lei aprovada pelos congressistas de diferentes partidos.

Em SC, desde 2008, quando a lei foi aprovada, várias ações do SINTE e de parlamentares buscaram garantir este pagamento. A própria bancada do PT aprovou na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2009, a inclusão de emenda para que já em 2009 o piso fosse pago. Mas nada aconteceu neste sentido, ao contrário, o governo fez a opção de questionar a legalidade da lei recorrendo ao STF(Supremo Tribunal Federal).

A lei 11.738/08 foi julgada pela corte brasileira e declarada sua constitucionalidade.

O governo do estado de lá prá cá, apostou no esvaziamento do debate e no enfraquecimento da luta. O ponto mais cruel deu-se com o envio da Medida Provisória 188/11 à ALESC, na última terça-feira (24).

Esta MP ”representa um verdadeiro castigo à carreira do Magistério” pois, acaba com a carreira dos profissionais da educação! Um professor que estudou, se capacitou, se aperfeiçoou e dedicou-se na construção de uma carreira, chegará ao final da sua vida profissional ganhando praticamente o mesmo valor de quando iniciou.

Convido vocês acessarem o meu site – www.lucianecarminatti.com.br e analisarem as tabelas que lá estão; a da lei do piso e a da MP que castiga o professor assim como minha manifestação na tribuna e gravada em vídeo.

Tenho dito que há recursos para o pagamento do piso na tabela (na carreira). Veja que será necessário apenas um acréscimo de 3,15% na folha de pagamento para a implantação total do piso na carreira. A LRF(Lei de Responsabilidade Fiscal) prevê ainda um limite de 46,55% na faixa prudencial e 49% no limite legal. Ou seja, não atingiríamos sequer o primeiro limite.


Temos ainda o repasse indevido de recursos aos poderes(TJ,TCE,MP e ALESC), que totalizam neste ano 265 milhões de reais. Isto é, se precisamos de 460 milhões para pagar a integralidade do piso, já teríamos 60% dos recursos. Por isso, apresentei na quinta-feira PL 189/11 que “traz de volta para o FUNDEB o que é dinheiro da educação”. Dinheiro da educação tem que ser aplicado na educação.

Como educadora, sei o que significa este momento para a categoria. Contem comigo.

Estamos juntos nesta luta! A vitória será dos que sonham, lutam e acreditam na educação!

Contem sempre com meu apoio.

Um grande abraço, professora

Luciane Carminatti

Deputada Estadual

quinta-feira, 2 de junho de 2011

MOÇÃO DE APOIO

Os, trabalhadores e trabalhadoras, através dos dirigentes dos sindicatos das
várias categorias de Caçador e Região, vem explicitar o incondicional apoio aos
trabalhadores e trabalhadoras da educação da rede pública estadual catarinense.
Somos solidários aos companheiros e companheiras na reivindicação da sua pauta,
por considerarmos a educação pública e de qualidade um direito de toda a
população e um dever do Estado, o que se faz com trabalhadores e trabalhadoras
valorizadas.

Reforçamos a posição de todo o movimento sindical de Caçador que a luta e
principalmente a Greve é legal e instrumento legitimo para a sensibilização do
Governo do Estado para a implantação do piso salarial profissional dos
trabalhadores na educação que deve seguir os preceitos da isonomia salarial e
valorização da carreira.
Para nós, dirigentes sindicais, é inadmissível que no Estado catarinense, o
quarto PIB da federação e com uma das melhores arrecadações do país, não seja
reconhecida a possibilidade de pagamento do piso nacional de salario com a
manutenção do plano de carreira do magistério catarinense.
Apelamos ao Governo do Estado em reabrir o processo de negociação para que,
sejam criadas as condições mínimas possíveis para avanço no pleito dos
trabalhadores e trabalhadoras e, assim, termos uma educação publica de
qualidade, atendendo os reclames da população.

Caçador, 30 de maio de 2011.


Dirigentes sindicais

SITICOM,

SITRIVEST, 
SindMETALURGICOS,
SindBANCARIOS,
SindSAUDE, 

SITRUC, 
SindEMPREGADOS RURAIS, 
SIPAPEL,
SindMUNICIPARIOS,
SindCOMERCIARIOS, 

SindPLASTICOS

Ato em Joaçaba

A regional de Joaçaba organizou para hoje, 2, uma corrente de oração no horário das 17h, quando o comando de greve estará em audiência com o governador do estado. Segundo a coordenação regional, "a atividade é para aguardar com fé o resultado da audiência".
Ontem, 4ª feira, o SINTE/Joaçaba fez uma manifestação na frente da Prefeitura Municipal com a participação de 150 professores. Foram cantados os hinos Nacional, de Santa Catarina e de Joaçaba e também músicas de protestos.




A programação de hoje, 2, conta com um grupo de estudos sobre a educação no Brasil; e, amanhã, é a vez de uma grande mobilização na frente da GERED. A regional Joaçaba avalia que a categoria está unida e forte, e não desistirá da luta enquanto o Governo não apresentar uma proposta que dignifique e valorize o professor, responsável pela qualidade da educação de nosso estado.

Vadios?????????


Durante nossa greve, semana passada estivemos mobilizados no início de uma certa noite, no semáforo da parte baixa da Avenida Barão do Rio Branco, em Caçador, SC... Acompanhavam-nos faixas e cartazes expondo nossa indignação frente às atitudes de um governo estadual que não quer cumprir uma lei federal, fato que já constitui uma ilegalidade daqueles que deveriam lutar pelo cumprimento da lei, afinal foram eleitos pelo povo para representá-lo e defender seus princípios... Porém, existem outros interesses que precisam ser atendidos primeiro, principalmente daqueles que injetaram dinheiro, na maioria das vezes de procedência duvidosa, na campanha daquele que já foi eleito “co lombo” quente e obediente aos princípios do capitalismo que financiou seu pleito...
Lá estávamos nós, fazendo nossa parte, “botando a cara na rua”, pedindo que se cumprisse a lei... Muitos populares se aproximavam, alguns solidários à luta, outros de cara feia, afinal interrompíamos o caminho dos conformados... Virei-me, por um momento para trás e, por entre a vitrina de uma loja infantil que tem nome de bruxa, entre os manequins e mostruários, vi uma moça bonita, certamente vendedora, balbuciava algo de forma a deixar dúvidas sobre o fato de querer ser ouvida... Mas pude ler claramente em seus lábios: V a d i o s...
Pois bem, sou um vadio que passou a infância e adolescência numa família que precisava lutar diuturnamente pela sobrevivência até que um de seus filhos, após ser explorado num chão de fábrica, resolve abraçar a profissão que julgava a mais importante e digna de todas: Professor...
Sou um vadio que estudou todo o ensino fundamental em escola pública, tendo que juntar as moedinhas para comprar os materiais e livros didáticos que, na época, não eram fornecidos pelo governo... Alfabetizado pela própria mãe e complementado pelas cartilhas: Barquinho Amarelo, O menino azul e o livro: Português Dinâmico de quinta a oitava séries...
Sou um honorável vadio que cursou, com a mesma dificuldade, o magistério: quatro anos  e meio de ensino médio me preparando para ser professor das séries iniciais... Aprendi lá, muita coisa que nem mesmo a faculdade me ensinou...
Este que vos escreve, é um digníssimo vadio, beneficiário do artigo 170, única opção para os menos abastados cursarem  uma graduação no início dos anos 2000, ainda assim, com direito a apenas trinta por cento de desconto no valor das mensalidades...
Mas, a partir da primeira fase do curso de letras, sou um vadio, orgulhosamente atuante em sala de aula, com um infeliz intervalo de dois anos num cargo de confiança, que só me despertou desconfiança perante a politicagem que ainda impera nos bastidores desta política que só dá poder a quem já é poderoso e empobrece quem já é pobre...
Desde que me tornei educador, sou um vadio que trabalha quarenta horas semanais para garantir uma remuneração que não representa nem a metade daquilo que outros profissionais com o mesmo nível de graduação contemplam em seus contracheques...
Sou um magnífico vadio que investiu numa pós-graduação que me deu o título de especialista em análise e produção de texto, a fim de ajudar meus amados alunos a descobrirem o escritor em potencial que existe em cada um deles... Sou vadio do tipo que mostra a cara na rua e na capa do jornal com um único propósito: Dar uma aula de cidadania, com a ajuda de muitos companheiros que ainda alimentam o sonho de uma escola pública de qualidade...
Este magnífico escritor meia-boca encerra com um recado para esta querida vendedora, extensivo a todos que ainda nos incluem o adjetivo “vadio”: Se você tem um emprego digno hoje, se sabe se expressar a ponto de ser vendedora e ter vocabulário suficiente para convencer o cliente da qualidade daquilo se propõe a vender... Enfim, se você é uma cidadã de bem, entre outros, é graças aos vadios como eu que passaram pela sua vida quando esteve em sala de aula...
Márcio Roberto Goes
www.marciogoes.com.br

Audiência hoje às 17h

A audiência do comando de greve com o Governo Colombo será hoje, 02 de junho, às 17h, no Centro Administrativo.
Vamos intensificar nossa mobilização e forçar o governo de Santa Catarina a respeitar a lei do piso.

APAE de Anitápolis entra na greve

A APAE de Anitápolis confirma adesão ao movimento grevista hoje, 02 de junho. Quatro professores paralisaram as atividades.